O grupo interinstitucional NEVE tem como principal objetivo o estudo e a divulgação da História e cultura da Escandinávia Medieval, em especial da Era Viking, por meio de reuniões, organização de eventos, publicações e divulgações em periódicos e internet. Conta com a colaboração de professores, pós-graduandos e graduandos de diversas universidades brasileiras, além de colaboradores estrangeiros. Filiado à ABHR (Associação Brasileira de História das Religiões). Registrado no CNPQ. Contato: neveufpb@yahoo.com.br

sábado, 14 de fevereiro de 2015

ARQUEOLOGIA DAS RELIGIÕES EM PÓS NA UFPB


O PPGCR da UFPB estará ofertando a disciplina "Entre deuses e artefatos: introdução à Arqueologia das Religiões", que entre outros temas, analisará a religiosidade material nórdica durante a Era Viking:
1. Introdução à Arqueologia; conceitos e métodos na Arqueologia das Religiões.
2. O sacrifício humano entre a História e a Arqueologia
3. O megalitismo e a religiosidade na Pré-História
4. Cosmologia e paisagem na Escandinávia da Era Viking.
5. As estelas de Gotland: a materialidade dos deuses e mitos nórdicos.

Para mais detalhes sobre ementa, conteúdo e bibliografia da disciplina, consultar aqui.

Para mais informações:  ppgcr.ufpb@yahoo.com.br



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

PAGÃOS E CRISTÃOS NA ERA VIKING


Pagãos e cristãos na Escandinávia da Era Viking: uma análise do episódio de conversão da Njáls saga, REVISTA BRASILEIRA DE HISTÓRIA DAS RELIGIÕES.

Para acessar o artigo, clique aqui.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

SAGA DE NJÁLL É TRADUZIDA AO PORTUGUÊS





Uma das mais importantes e famosas sagas islandesas acaba de ser traduzida do nórdico antigo ao português: Brennu-Njáls saga, ou simplesmente a Saga de Njáll. A tradução foi incorporada à tese de doutorado em estudos da tradução pela UFSC, de autoria de Théo Borba Moosburger. Théo é conhecido do público brasileiro por sua tradução da Saga dos Volsungos pela editora Hedra e Três sagas islandesas pela UFPR. Atualmente é professor do CELIN, Centro de Línguas e Interculturalidade em Curitiba.


As tese pode ser acessada neste link.






sábado, 7 de fevereiro de 2015

A COSMOLOGIA MEDIEVAL E A NAVEGAÇÃO NÓRDICA


                         Prof. Dr. Johnni Langer (UFPB/NEVE)

O abandono de Vinland e a colonização nórdica no Atlântico Norte ainda são alguns dos grandes problemas científicos nos estudos medievais. Uma nova teoria – que, sem querer competir com a perspectiva geoclimática, tenta introduzir novos olhares na questão e apontar novos caminhos interpretativos, foi publicada no artigo From Vínland to Jerusalem in the Beatus Galaxy: the impact of maps on the european mentality in the 11th century (Current Swedish Archaeology 21, 2013). Escrita pelo arqueólogo Leif Gren, a pesquisa defende que uma mudança paradigmática na cosmologia europeia colaborou para o abandono da colonização/navegação nórdica para o Oeste.

Gren foi influenciado pelos novos estudos de cosmologia nórdica pré-cristã, que desde os anos 1990 vem incrementando tanto as investigações sobre mitologia, religiosidade quanto de cultura material e arqueologia. Baseado em autores como Anders Andrén, Margaret Clunie Ross e Catharina Raudvere, Gren defende que os antigos nórdicos possuíam uma concepção espacial/visão de mundo essencialmente horizontal (assim como os romanos). Mesmo exploradores já cristianizados (como Leif Eriksson) ainda eram inseridos neste paradigma – que pode ser sintetizado como sendo baseado em uma rede de localidades e aglomerações tanto para objetos distantes quanto próximos e principalmente, apresentando uma noção de periferia aberta. Este último ponto é atestado pelo autor em análises de explorações nas sagas islandesas – onde este paradigma é muito presente.

Após o século XI, penetra na Escandinávia uma nova concepção cosmológica e cartográfica, baseada na noção de mundo verticalizada, especialmente nos mapas T-O. A visão vertical é fundamentada em áreas e sua periferia é fechada – assim, a concepção de Vinland/ilhas atlânticas/continentes incógnitos é praticamente impossível para a nova mentalidade espacial e cartográfica, que entra em conflito também com a tradição oral (essencialmente horizontalizada). Para Gren, o novo paradigma já estaria presente nos escritos de Snorri e Adão de Bremen.

O estudo de Leif Gren muito mais do que apresentar uma resposta satisfatória para o abandono da colonização atlântica, apresenta um olhar inovador da relação cultural entre Escandinávia e mundo europeu cristão, inserido no novo impulso que a cosmologia vem tendo nos estudos nórdicos e em certa medida no medievalismo em geral, mas também em abordagens que tentam retirar da Scandia seu caráter tradicionalmente periférico (como na coletânea Scandinavia and Europe 800-1350: contact, conflict and co-existence, 2004).
 
Por se tratar de um artigo, algumas questões mais detalhadas ficaram de fora. Por exemplo, nem todos os pesquisadores (incluindo minha pessoa) são unânimes em caracterizar o modelo cosmológico nórdico pré-cristão como sendo somente horizontalizado – ao menos na mitologia, aqui seguindo os passos de Clunie Ross. Pensando como Eldar Heide, Andreas Nordberg e principalmente Jonas Wellendorf, acreditamos em uma cosmologia nórdica horizontal e vertical interdependentes e consecutivas ou ainda, de modo separado, dependendo da fonte. Como o mito e a religiosidade, a cosmologia pagã é muito dinâmica e variável. Mas concordamos totalmente com o autor, ao apresentar uma visão predominantemente horizontal para o referencial social: em termos de exploração, navegação e cotidiano o homem nórdico era semelhante ao homem da Antiguidade Tardia.


Talvez o conceito presente no artigo de Leif Gren que possa expressar todas as questões bibliográficas que apresentamos até aqui é a questão das conexões. Os medievalistas muitas vezes ficam presos em um recorte e temporalidade fechada, buscando o rigor ao extremo de suas fontes, mas esquecendo-se das múltiplas redes culturais que as sociedades criam com o tempo. Neste sentido, a Escandinávia é exemplar e oferece muitas possibilidades futuras de investigações.





quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O FOLCLORE DAS BRUXAS NÓRDICAS É TEMA DE MONOGRAFIA


As bruxas e a feitiçaria sãos alguns dos temas mais importantes já criados pelo imaginário ocidental. Elas ocupam um espaço importante na fantasia, na literatura e na própria História da Europa - motivos central de inúmeros processos inquisitoriais na modernidade. Demonstrando a sua grande inserção também na Escandinávia, o historiador Maykon Doares Jansen realizou uma detalhada investigação sobre esse tema em sua monografia de História pela UFMA: Entre bruxas e feitiços: um olhar sobre a bruxaria e a feitiçaria nórdica através dos seus contos folclóricos e literatura. A orientação foi desenvolvida pelo professor Dr. Johnni Langer (UFPB/NEVE).
Uma das principais contribuições de Maykon foi estabelecer um diálogo crítico entre as fontes nórdicas pré-cristãs e os referenciais cristãos que se instalam após a conversão até o final do medievo, tendo como foco principal as narrativas folclóricas modernas - que a cada dia vem sendo mais resgatadas como campo de investigação pelos escandinavistas atuais.

Resumo: Através dos conceitos de Carlo Ginzburg, imaginário de Hilário Franco Jr e representação de Bronisław Baczko, além dos estudos dos escandinavistas Johnni Langer e Stephen Mitchell, iremos analisar aspectos da bruxaria e feitiçaria nos Países Escandinavos através da utilização de fontes folclóricas coletadas durante os séculos XVIII e XIX. Faremos uma discussão sobre a Bruxaria e feitiçaria no mundo nórdico e mostraremos a importância dos contos populares como fonte histórica.



A monografia pode ser consultada aqui.










terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

ESPADAS MÍTICAS SÃO INVESTIGADAS EM MONOGRAFIA



As espadas míticas são um dos temas mais comuns tanto na mitologia nórdica quanto na literatura arturiana durante o medievo, instrumentos simbólicos essenciais para os heróis. Na recente monografia de História, Fama, poder e prestígio: a espada na saga dos Volsungos e Le morte d´Arthur, Monicy Araujo Silva realizou um estudo comparado entre as duas tradições, as mais influentes durante a Idade Média. A pesquisa foi desenvolvida na UFMA e recebeu a orientação do prof. Dr. Johnni Langer (UFPB/NEVE).

Resumo: Este trabalho expõe como um objeto pode contar parte ou aspectos específicos da história de um povo, desde os seus aspectos religiosos até os seus aspectos sociais. O argumento principal gira em torno da questão de que um tema, no caso uma espada, também contém alguns traços da cultura da sociedade na qual foi feita. Afinal de contas toda ação é pretensiosa e todo fato histórico implica em algo. Nesse sentido, termos como “imaginário” e “simbologia” nos ajudam na compreensão desse objetivo. Além disso, a “iluminação recíproca” proporcionada pela História Comparada nos ajuda na formação desse conhecimento.


O trabalho pode ser acessado aqui.





segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

MONOGRAFIA ANALISA AS AMAZONAS MEDIEVAIS



O mito de mulheres guerreiras sempre fascinou o mundo ocidental. De todas as narrativas, certamente as amazonas gregas foram as que tiveram o maior sucesso no imaginário através dos tempos. Durante o medievo, essas narrativas míticas foram reelaboradas em novas e empolgantes descrições, tema de investigação da pesquisa: Mito da mulher guerreira: análise do mito das amazonas na Idade Média, monografia de licenciatura em História pela UFMA, de autoria de Marília Santos Colins, sob orientação do prof. Dr. Johnni Langer (UFPB/NEVE).

Resumo: o presente trabalho visa a construção de uma análise das representações do mito das amazonas na Idade Média, contrapondo as representações do período medieval com as clássicas, por meio de fontes escritas e iconográficas de cada período. Como metodologia, utilizaremos o conceito de Imaginário Social e a teoria de Imaginário Medieval, de Jacques Le Goff. Analisaremos principalmente os seguintes temas: a relação entre o imaginário social e o mito das amazonas, e as representações iconográficas das amazonas.

A monografia pode ser acessada aqui.


Rainha Pentesileia, século XIV.