O grupo interinstitucional NEVE tem como principal objetivo o estudo e a divulgação da História e cultura da Escandinávia Medieval, em especial da Era Viking, por meio de reuniões, organização de eventos, publicações e divulgações em periódicos e internet. Conta com a colaboração de professores, pós-graduandos e graduandos de diversas universidades brasileiras, além de colaboradores estrangeiros. Filiado à ABHR (Associação Brasileira de História das Religiões). Registrado no CNPQ. Contato: neveufpb@yahoo.com.br

quinta-feira, 30 de abril de 2015

TERCEIRA EDIÇÃO DO COLÓQUIO DE ESTUDOS VIKINGS SERÁ EM OUTUBRO


Estão abertas as inscrições para apresentações de trabalhos no III Colóquio de Estudos Vikings e Escandinavos, que ocorrerá de 8 a 9 de outubro de 2015, na UFPB.

O evento é uma promoção do grupo NEVE e congregará pesquisadores de Escandinávia Medieval de todo o país.

Para mais informações, acesse o blog do evento, clicando aqui.








terça-feira, 28 de abril de 2015

MITÓGRAFOS DA ESCANDINÁVIA MEDIEVAL



Alguns intelectuais escandinavos foram responsáveis pelo registro e documentação de algumas das mais importantes fontes sobre a mitologia nórdica. Alguns de seus escritos constituem as únicas versões de alguns mitos advindos da oralidade e de escritos mais antigos, que foram perdidos. A seguir, elencamos alguns destes importantes intelectuais.


1. Snorri Sturluson:

"Famoso góði islandês que viveu entre 1179-1241 e a quem creditam a compilação de obras de caráter mitológica e a compilação de diversas sagas, inclusive o conjunto de narrativas sobre a vida dos reis noruegueses, o Heimskringla. Snorri Sturluson nasceu na Islândia, filho de Sturla Þórðarson, mas criado e educado por Jón Loptsson em Oddi, importante centro intelectual localizado na região sul da Islândia (...)"

Excerto do verbete SNORRI SRTURLUSON, de Pablo Miranda, integrante do Dicionário de Mitologia Nórdica: símbolos, mitos e ritos, publicado pela Editora Hedra.



2. Saxo Grammaticus


"O que se sabe sobre Saxo Grammaticus é em grande parte conjectural. Pelas referências dadas por ele no prefácio de sua obra, de que seu pai e avô teriam servido a Valdemar I, é improvável que tenha nascido antes de 1150. Argumenta-se que este veio a falecer por volta de 1220 (...) Saxo é um notório evemerista. Quando o material oriundo de tradições antigas e escáldicas não se ajusta harmonicamente aos relatos de testemunhas oculares como Absalão e aos por ele próprio vividos, nem ao material considerado no campo da “história” registrado de outros reis, Saxo racionaliza-os mitos antigos, procurando torná-los plausíveis aos seus olhos (...)"

Excerto do verbete SAXO GRAMMATICUS, de André Muceniecks, integrante do Dicionário de Mitologia Nórdica: símbolos, mitos e ritos, publicado pela Editora Hedra.





3. Adão de Bremen



Adão de Bremen (em alemão, Adam Von Bremen; em latim, Adamus Bremensis; ca. 1045-1081/85) é um dos mais famosos e importantes cronistas alemães da Alta Idade Média.
 (...) É possível que a obra de Adão tenha sido, em certa medida, uma tentativa de recuperar parte da memória perdida da arquidiocese, que teve boa parte de sua biblioteca consumida pelo fogo, além de servir como explícita propaganda em prol das ambições da Igreja de Bremen. A Gesta é, sobretudo, um trabalho de história missionária e propagandística (...)."

Excerto do verbete ADÃO DE BREMEN, de Rodrigo Mourão Marttie, integrante do Dicionário de Mitologia Nórdica: símbolos, mitos e ritos, publicado pela Editora Hedra.


sábado, 25 de abril de 2015

DEFESA DE MESTRADO SOBRE CONVERSÃO DA ISLÂNDIA


No dia 22 de abril ocorreu a defesa da pesquisa "Imaginário e identidade na conversão da Islândia", de André Araújo de Oliveira. A dissertação faz parte do Programa de Pós Graduação em História pela UFMA e teve como orientador o prof. Dr. Marcus Baccega e co-orientador o prof. Dr. Johnni langer (UFPB).

André de Oliveira é membro do NEVE e autor dos verbetes Cristianização da Escandinávia e Sobrenatural na Escandinávia, integrantes do Dicionário de Mitologia Nórdica publicado pela Editora Hedra. Para breve, a pesquisa de mestrado de André estará integralmente disponível na seção Dissertações e Teses do blog do NEVE.





Resumo: Nessa dissertação, analisamos como se deu o processo de construção da identidade cristã islandesa por meio da alterização da religiosidade pré-cristã com o uso do imaginário. Para tanto, tomamos como documentação três sagas de bispos, byskupasögur: Guðmundar sögur, Jóns Saga helga e a Þorláks saga helga. A documentação foi produzida após o período o qual descreve e narra à vida de três bispos islandeses, Guðmunðr, Jón e Þorlákr, que viveram no século XII e XIII, narrando o seu papel na pregação, assim como ocasionais conflitos políticos. A Islândia medieval no período estudado já está convertida ao cristianismo, contudo ainda existem alguns senhores locais, os godar, que se dificultam a aceitação total do cristianismo na ilha, assim como a permanência de alguns focos da religiosidade pré- cristã. Ao analisar a documentação foi comprovada a hipótese da alterização da religiosidade pré-cristã para a construção de um clero islandês forte, assim como indícios de uma religiosidade islandesa cristã com influências pré-cristãs. Esse cristianismo híbrido islandês auxiliaria possivelmente na conversão dos últimos focos de resistência ao clero.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

POEMAS SAXÕES E NÓRDICOS SÃO TRADUZIDOS AO PORTUGUÊS



O Dicionário de Mitologia Nórdica, além de seu conteúdo analítico e bibliográfico, traz ao público diversas traduções de poemas medievais, fundamentais aos estudos de mitologia e religiosidade germano-escandinava. Algumas destas traduções acadêmicas são inéditas em língua portuguesa e foram realizadas diretamente do inglês antigo e nórdico antigo. Confira abaixo as traduções inseridas no livro:

- O Encantamento das Nove Ervas, uma fórmula mágica em antigo inglês, datada entre os séculos X e XI, traduzida por Álvaro Alfredo Bragança Júnior e Mayko Sotero Medronho (verbete: ENCANTAMENTO DAS NOVE ERVAS).

- A Oração de Wessobrunn, composta em antigo alto alemão e datada do século IX, traduzida por Álvaro Alfredo Bragança Júnior (verbete: ORAÇÃO DE WESSOBRUNN).

- O Poema Rúnico Anglo-Saxônico, composto em inglês antigo entre os séculos VIII e IX, traduzido por João Bittencourt de Oliveira (verbete: POEMA RÚNICO ANGLO-SAXÔNICO).

- O poema éddico Þrymskviða (A canção de Þrym), composto em nórdico antigo, traduzido por Yuri Fabri Venâncio (verbete: THRYMSKVIDA).

- O poema escaldo-éddico Darraðarljóð (A canção das lanças), composto em nórdico antigo, traduzido por Yuri Fabri Venâncio (verbete: CANÇÃO DAS LANÇAS).

- O Rúnatal (Lista das runas), composto em nórdico antigo, também conhecido como Poema das runas de Odin, é um trecho do poema éddico Hávamál, traduzido por Théo de Borba Moosburger (verbete: RÚNATAL).

- Trechos dos poemas escáldicos Hákonarmál, Eiríksmál e do poema éddico Grímnismál, compostos em nórdico antigo, traduzidos por Pablo Gomes de Miranda (verbetes: HÁKONARMÁL, EIRIKSMÁL e MORADAS DOS DEUSES).

- Poema Buslubæn, composto em nórdico antigo, datado entre os séculos XV e XVI, traduzido por Johnni Langer (verbete: ENCANTAMENTO DE BUSLA).

- Diversas inscrições rúnicas, compostas em nórdico antigo, traduzidas por Johnni Langer (verbetes: AMULETOS MÁGICOS e MAGIA RÚNICA).



O Dicionário de Mitologia Nórdica pode ser adquirido na Livraria Cultura, clique aqui.






Jornadas de Arqueología y Cultura Vikinga en la Universidad de Alicante



Jornadas de Arqueología y Cultura Vikinga en la Universidad de Alicante, 28 y 29 de abril, Espanha.

Juan Antonio Barrio – Los Vikingos. Navegando entre mitos, leyendas, ficción e Historia.
Neil Price – Viking burials: dramas for the dead?
 Alberto Robles – Construcciones vikingas: El Dannevirke y los Trelleborg.
 Neil Price – Women with weapons: in search of the female Viking.
Miguel González y Rafael J. Pascual – Literatura Nórdica Medieval
 Laia San José – Ejemplos de divulgación histórica de calidad en historia y arqueología: culto en la Era Vikinga.  

terça-feira, 21 de abril de 2015

RITUAIS PRÉ-CRISTÃOS DA EUROPA SETENTRIONAL



"Os ritos anglo-saxões eram normalmente realizados em locais abertos e vinculados à natureza. Os vocábulos relacionados aos locais de culto são: weoh, local sagrado e hearh, local de culto na colina, sendo este último também uma possível indicação de um santuário tribal, centrado em altares de pedra. Há poucas referências a eahl (templo) nos topônimos."
Excerto do verbete RITOS ANGLO-SAXÕES, de Isabela Albuquerque, integrante do Dicionário de Mitologia Nórdica.

"As inúmeras variações ritualísticas presentes no mundo nórdico surgem de um mundo no qual o comportamento dos homens não estava conectado a dogmas precisos, nem a livros fixados como a bíblia e nem mesmo a uma liderança religiosa central como o caso do papado."
Excerto do verbete RITOS NÓRDICOS, de Munir Ayoub, integrante do Dicionário de Mitologia Nórdica.

"A cremação consiste em ponto comum a todos os autores muçulmanos que se referem a quaisquer práticas religiosas ou rituais entre os Rus. É importante notar-se, entretanto, que muito do que se diz sobre cremação e práticas mortuárias dos Rūs também é dito sobre os Saqāliba."
Excerto do verbete RITOS RUS´, de André Muceniecks, integrante do Dicionário de Mitologia Nórdica.

"O termo nórdico para sacrifício (blót, em relação com o gótico blōtan) originalmente tinha um sentido de fortalecimento da divindade, sem relação etimológica com sangue, segundo Rudolf Simek. O blót podia transcorrer tanto em templos ou áreas sagradas quanto em habitações."
Excerto do verbete BLÓT, de Johnni Langer, integrante do Dicionário de Mitologia Nórdica.

"Álfablót (Sacrifício aos elfos) é um ritual pagão descrito nas fontes literárias medievais. Para Rudolf Simek, existiram três momentos do registro deste ritual nas fontes. O primeiro está relacionado ao escaldo Sighvatr Thórdarson, que em sua obra Austrfararvísur menciona sua viagem para a Suécia no outono de 1018, onde foi hostilizado pelos pagãos suecos."
Excerto do verbete ALFABLÓT, de Johnni Langer, integrante do Dicionário de Mitologia Nórdica.








sábado, 18 de abril de 2015

BERSERKIR EM EVENTO DE HISTÓRIA NA UECE




Os guerreiros berserkir foram tema de comunicação durante o evento XVIII SEMANA DE HISTÓRIA - UECE (13 - 17 Abril), integrante do Simpódio Temático: Cultura, Sociedade e Poder na Antiguidade e no Medievo. A pesquisa foi apresentada pelo mestrando em História José Lucas Cordeiro Fernandes, membro do NEVE.



Titulo: Pelo fogo e pelo aço: o imaginário de demonização na Íslendigasögur sobre os Berserkir (MAHIS-UECE/NEVE). 

Resumo: Este trabalho tem por objetivo analisar e compreender o processo de cristianização da Islândia, mais especificamente por meio da compreensão da constituição do imaginário, presente nas Íslendigasögur, as sagas dos islandeses. Este repertório é riquíssimo e documenta a formação de um imaginário elaborado no decorrer da expansão cristã e retrata bem a época em que foram produzidas, entre os séculos XII e XIV, na terceira e final parte da cristianização da Escandinávia como um todo (região que a Islândia faz parte). Por meio de elaboração de representações negativas, as estratégias cristãs passam a demonizar símbolos significativos da religião tradicional daquela localidade. Um exemplo, os guerreiros Berserkir – os que vestiam a pele do urso -, representavam a força de Óðinn (Deus líder do panteão nórdico), sendo um símbolo poderoso pela sua imunidade ao aço e ao fogo, por sua destrutível força e fúria na batalha principal, algo que na nossa fonte fará mudanças e disputas para favorecer e consolidar o cristianismo, inclusive destronando suas principais características de poder, sendo esta nossa principal análise desta reflexão. Por fim, buscamos juntamente com o aporte teórico da História Cultural, apresentar resultados que tornem claro a participação da fonte nesse processo, os sentidos de demonização e seus múltiplos jogos de poder na sociedade medieval islandesa. 

Palavras- Chave: Íslendigasögur; Demonização; Imaginário.








segunda-feira, 13 de abril de 2015

MEMBROS DO NEVE NO VI CEAM EM ASSIS



Diversos membros do grupo NEVE tiveram suas comunicações aprovadas para participação no GT: Sexualidades e Identidades na Antiguidade Tardia e Medievo, a ser realizado durante o VI Ciclo de Estudos Antigos e Medievais, a ser realizado na UNESP em Assis de 15 a 18 de junho de 2015. O GT também conta com diversos pesquisadores de Idade Média e da Antiguidade.


COMUNICAÇÕES DO GT: SEXUALIDADES E IDENTIDADES NA ANTIGUIDADE TARDIA E MEDIEVO

- Rito, mito e memória no mundo escandinavo pré-cristão - Munir Lutfe Ayoub (NEVE)
- Representando xamãs e feiticeira na Europa Setentrional: uma comparação entre a literatura islandesa medieval e o relato Lapponia de Johann Scheffer - Pablo Gomes de Miranda (NEVE)
- Identidades e sexualidades na literatura escandinava medieval - Luciana de Campos (NEVE)
- Cosmologia e identidade na Escandinávia da Era viking - Johnni Langer (NEVE)
- A presença do mito pagão nas Igrejas escandinavas do século XII - Valmir Azevedo dos santos Júnior
- Mestruum: empoderamento ou profanação? A ambivalência do sangue menstrual nas crenças medievais - Andressa Furlan Ferreira
- O tratado do amor cortês e as relações entre os sexos na perspectiva do discurso - Ligia Cristina Carvalho
- A querela sobre as mulheres no reino castelhano - Danielle Oliveira Mércuri
- O império romano do sofista Filóstrato - Semiramis Corsi
- Identidade cristã nicena e sexualidades na Antiguidade Tardia - Wendell dos Reis Veloso
- As múltiplas identidades existentes no exército romano da Antiguidade Tardia -Bruna Campos Gonçalves
- Práticas de lectura y escritura de la elite pagana tardorromana - Cristian Oscar Astellano

- Reflexões sobre o conceito de identidade religiosa na Galiza do século I - Juliana Bardella Fiorot
 

GT - IGREJA, SOCIEDADE E PODER NA IDADE MÉDIA:
- O confronto político do bispo Guðmunðr com os goðar, na Islândia do século XIII. - André Araújo de Oliveira (NEVE)

II JORNADA DE CULTURA VIKINGA






quinta-feira, 2 de abril de 2015

DICIONÁRIO DE MITOLOGIA NÓRDICA NA LIVRARIA CULTURA

O Dicionário de Mitologia Nórdica já está disponível para venda na Livraria cultura, acabou de entrar no estoque das lojas paulistas.
Os dados fornecidos pela LC quanto a forma física do livro: Altura: 21 cm; Largura: 14 cm; Nº de Páginas: 592.
Texto de apresentação do site: Os deuses nórdicos, com seu rei Odin e seus filhos Thor e Loki, vivem em Asgard... Se, por um lado, as informações desta frase são muito conhecidas, por outro, elas escondem todo um mundo, bem menos conhecido - o mundo da mitologia nórdica. E é todo esse mundo mítico que está contido neste dicionário. Se nunca antes a mitologia nórdica esteve tão presente na cultura contemporênea, dos quadrinhos ao cinema (Thor e cia.), das óperas de Wagner ('Nibelungos') às obras de Tolkien, com ecos em Harry Potter, Game of thrones e uma longa lista, também nunca houve, em português, uma obra que concentrasse e descrevesse todos os principais elementos da mitologia nórdica em um volume, pondo-os, literalmente, ao alcance da mão. O 'Dicionário de mitologia nórdica - símbolos, mitos e ritos' é resultado do trabalho de uma equipe liderada pelo prof. Johnni Langer, da UFPB, e integrada por renomados autores de inúmeras instituições, como USP, PUC-SP, UFRJ, PUC-RJ, UFSC, além das Universidade de Bielefeld, de Toronto e da Islândia. Uma obra de referência para todos os alunos e pesquisadores das culturas escandinava, nórdica e medieval. Mas também, pela clareza e pelo detalhamento do texto e por seu vasto material iconográfico, com imagens de todos os tipos, origens e significados, um volume para todos os que querem saber mais sobre Ragnarök, Seidr, Yggdrasill... Ou de 'anões' a 'zodíaco viking'.